A Europa está tirando seu ouro dos EUA enquanto a confiança em Washington desmorona
Uma rebelião financeira silenciosa está em curso. O banco central da Holanda transferiu cerca de 86 toneladas de ouro de Nova York para Londres, citando instabilidade geopolítica, e a França retirou sua reserva remanescente do Federal Reserve entre julho de 2025 e janeiro de 2026. Políticos da Alemanha e da Itália, donos da segunda e da terceira maiores reservas de ouro do mundo, agora pressionam pelo mesmo movimento.
A mensagem é direta: os governos não confiam mais em Washington para manter seus ativos estratégicos seguros e acessíveis. Com uma administração americana imprevisível, abertamente hostil à União Europeia e até ameaçando anexar parte da Groenlândia, guardar o ouro dentro das fronteiras dos EUA virou risco, não proteção.
Bancos centrais do mundo inteiro acumulam cerca de 1.000 toneladas de ouro por ano nos últimos quatro anos, o dobro do ritmo da década anterior, levando os preços a recordes históricos. O ouro voltou a ser o escudo definitivo em um sistema onde sanções, disputas legais e chantagem geopolítica podem congelar ativos da noite para o dia. A corrida para trazer o metal de volta para casa é um veredito sobre uma superpotência em decadência.