Candidatos à presidência querem mais data centers, mas quem controla a soberania digital?
A corrida presidencial no Brasil encontrou um ponto incomum de consenso: a expansão de data centers e da infraestrutura de inteligência artificial. Candidatos de diferentes campos defendem incentivos, zonas especiais e energia barata para transformar o país em um polo global de computação.
O plano progressista de Lula vincula o setor à soberania digital, nuvens públicas, supercomputadores, exigências de energia renovável e conteúdo local. Já candidatos da extrema direita, como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, querem entregar o setor ao capital privado com pouca supervisão do Estado, enquanto especialistas alertam que data centers sozinhos não garantem soberania e que ainda não está claro quem pagará a conta de energia, água e infraestrutura.