Capital estrangeiro inunda a Bolsa brasileira com recorde de R$ 10 bilhões após o 1º turno
Investidores estrangeiros despejaram um recorde de R$ 10 bilhões em ações brasileiras em um único pregão, o maior fluxo líquido de entrada já registrado pela B3. O gatilho foi o primeiro turno da eleição presidencial, quando o candidato da extrema-direita, Flávio Bolsonaro, ficou à frente de Lula, levando o Ibovespa a subir 7,7%, a maior alta em mais de seis anos.
Mas segure o champanhe. Os próprios analistas alertam que esse é um capital especulativo e tático, que entra rápido e pode sair ainda mais rápido. É uma aposta em expectativas políticas, não um voto de confiança na economia real do Brasil ou em seu povo trabalhador.
O entusiasmo súbito do mercado por uma guinada conservadora diz muito mais sobre quem lucra com a instabilidade do que sobre o que o país precisa de verdade. Crescimento duradouro vem de credibilidade fiscal, salários justos e investimento em gente, não de um frenesi de um dia que desaparece assim que o vento político muda.