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Uma nova pesquisa global com 42.151 pessoas em 36 países trouxe um dado que dá o que falar: 52 por cento dos brasileiros dizem estar mais preocupados do que animados com a inteligência artificial, muito acima da mediana global de 37 por cento e até dos 40 por cento dos países de renda alta. E a preocupação não é abstrata, é sobre salário no fim do mês. 42 por cento dos brasileiros acreditam que a IA vai significar menos empregos nos próximos 20 anos, enquanto apenas 13 por cento esperam mais vagas.

O recado da juventude é o mais forte. Entre os brasileiros de 18 a 34 anos, a fatia que se diz mais preocupada do que animada saltou de 32 por cento em 2025 para 44 por cento em 2026, uma alta de 12 pontos em um único ano. Nos Estados Unidos, 74 por cento dos jovens esperam que a IA elimine empregos, com 69 por cento no Canadá, 66 por cento na França e 63 por cento na Suécia. É uma geração avisando: automatizar sem proteger quem trabalha não é avanço, é precarização.

Tem uma contradição reveladora no meio disso: 27 por cento dos brasileiros dizem nunca ter ouvido ou lido nada sobre IA, contra uma mediana de 50 por cento nos países de renda alta que afirmam ter lido muito sobre o tema. O medo cresce mais rápido que o entendimento, e essa lacuna é o terreno perfeito para desinformação e para cortes de custos disfarçados de inovação. A conclusão é direta: quem trabalha precisa participar das decisões sobre como a IA muda o seu ofício, e nenhuma diretoria deveria vender demissão em massa como destino inevitável.

Brasileiros temem a IA mais que a média global, e o emprego é o maior medo

Uma nova pesquisa global com 42.151 pessoas em 36 países trouxe um dado que dá o que falar: 52 por cento dos brasileiros dizem estar mais preocupados do que animados com a inteligência artificial, muito acima da mediana global de 37 por cento e até dos 40 por cento dos países de renda alta. E a preocupação não é abstrata, é sobre salário no fim do mês. 42 por cento dos brasileiros acreditam que a IA vai significar menos empregos nos próximos 20 anos, enquanto apenas 13 por cento esperam mais vagas.

O recado da juventude é o mais forte. Entre os brasileiros de 18 a 34 anos, a fatia que se diz mais preocupada do que animada saltou de 32 por cento em 2025 para 44 por cento em 2026, uma alta de 12 pontos em um único ano. Nos Estados Unidos, 74 por cento dos jovens esperam que a IA elimine empregos, com 69 por cento no Canadá, 66 por cento na França e 63 por cento na Suécia. É uma geração avisando: automatizar sem proteger quem trabalha não é avanço, é precarização.

Tem uma contradição reveladora no meio disso: 27 por cento dos brasileiros dizem nunca ter ouvido ou lido nada sobre IA, contra uma mediana de 50 por cento nos países de renda alta que afirmam ter lido muito sobre o tema. O medo cresce mais rápido que o entendimento, e essa lacuna é o terreno perfeito para desinformação e para cortes de custos disfarçados de inovação. A conclusão é direta: quem trabalha precisa participar das decisões sobre como a IA muda o seu ofício, e nenhuma diretoria deveria vender demissão em massa como destino inevitável.

Autor: Ivan Carlos

Publicado: 2026-09-21 12:10

Atualizado: 2026-09-21 12:10