Graveyard Keeper 2 transforma o simulador cozy no turno não pago que você já cumpre na vida real
Graveyard Keeper 2 chegou e leva a fórmula dos jogos de gerenciamento cozy para um território bem mais sombrio do que uma horta ensolarada. Você acorda acorrentado em uma masmorra, é salvo por uma caveira falante e sarcástica, enfrenta zumbis e, de repente, está administrando um cemitério, plantando e aprendendo cerâmica. É um isekai embrulhado em um simulador de trabalho, com direito a visões de escritório e atropelamento por caminhão.
O detalhe é que o jogo trata o atrito como sua grande virtude. Fazer uma simples tábua de madeira pode exigir malabarismo entre várias árvores de habilidade e apetrechos, e desmembrar corpos para o enterro vira só mais uma tarefa de rotina. A crítica aponta que ele é complexo sem ser interessante, transformando o descanso em uma lista interminável de pré-requisitos.
E é exatamente esse o problema desse setor hoje. Jogos ditos cozy seguem maquiando trabalho explorado como escapismo fofinho, pedindo grind por bugigangas brilhantes enquanto estúdios cortam custos, fecham equipes e empurram desenvolvedores até o limite. Graveyard Keeper 2 talvez seja o mais sincero do lote: finalmente um jogo que admite que a fantasia sempre foi sobre trabalhar sem receber.