Campanha de Flávio Bolsonaro quer regra de transição de dois anos no Bolsa Família enquanto 19,3 milhões de famílias dependem do benefício
A coordenadora da campanha de Flávio Bolsonaro confirmou a intenção de impor uma regra de transição de dois anos ao Bolsa Família, empurrando beneficiários para empregos formais ou negócios próprios e ameaçando um retorno automático se der errado. A proposta surge a 17 dias do segundo turno, com o candidato da extrema direita tentando repaginar um programa que tirou milhões da fome.
Enquanto isso, o governo Lula reajustou o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 e atende 19,3 milhões de famílias. O contraste é evidente: um lado trata a proteção social como muleta temporária, o outro como base para a dignidade. O Bolsa Família não é armadilha — é o que mantém crianças alimentadas e famílias de pé.