Tribunal dos EUA julga contestação ao tarifaço de Trump sobre trabalho forçado
Um confronto decisivo está em curso no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, que analisa ações contra o tarifaço imposto por Donald Trump a produtos de 60 parceiros comerciais. É a principal arma de pressão econômica do presidente indo a julgamento.
As ações foram apresentadas por quatro pequenas empresas e 25 estados norte-americanos governados por democratas, que argumentam que Trump ultrapassou seus poderes ao taxar tanto aliados como a União Europeia quanto rivais como a China. Para os autores, trata-se de uma tentativa escancarada de recuperar o poder irrestrito de impor tarifas que a Suprema Corte já limitou neste ano.
O governo afirma que as tarifas servem para barrar a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado, mas os críticos enxergam algo bem mais sombrio: um abuso de poder disfarçado de preocupação moral. Com juízes nomeados por Trump, Obama e Biden no colegiado, a decisão pode redesenhar o comércio global por anos.