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Trabalhadores de garantia de qualidade da Activision votaram de forma esmagadora pela autorização de greve, dando ao sindicato Communications Workers of America o poder de convocá-la caso as negociações do contrato continuem travadas. O comitê de negociação já passa de dois anos lutando pelo primeiro contrato coletivo, com pautas como aumento salarial, limites ao uso de IA, restrições à terceirização e o direito a adaptações previstas na lei de acessibilidade americana.

Os trabalhadores se manifestaram em frente ao prédio da Activision Publishing, em Bloomington, no Minnesota, afirmando que a empresa abandonou a postura de neutralidade sindical que um dia prometeu e agora negocia de má-fé. O contraste com a Raven Software, que no ano passado conquistou aumentos programados e o fim do crunch, é impossível de ignorar.

É assim que o capitalismo corporativo agressivo se manifesta nos games: lucros recordes para os executivos enquanto quem testa os jogos precisa implorar por dignidade básica. A liderança da Activision deveria parar de enrolar e assinar um contrato justo, que respeite quem realmente coloca esses produtos no mercado.

Trabalhadores de QA da Activision votam por autorizar greve após dois anos de negociações travadas

Trabalhadores de garantia de qualidade da Activision votaram de forma esmagadora pela autorização de greve, dando ao sindicato Communications Workers of America o poder de convocá-la caso as negociações do contrato continuem travadas. O comitê de negociação já passa de dois anos lutando pelo primeiro contrato coletivo, com pautas como aumento salarial, limites ao uso de IA, restrições à terceirização e o direito a adaptações previstas na lei de acessibilidade americana.

Os trabalhadores se manifestaram em frente ao prédio da Activision Publishing, em Bloomington, no Minnesota, afirmando que a empresa abandonou a postura de neutralidade sindical que um dia prometeu e agora negocia de má-fé. O contraste com a Raven Software, que no ano passado conquistou aumentos programados e o fim do crunch, é impossível de ignorar.

É assim que o capitalismo corporativo agressivo se manifesta nos games: lucros recordes para os executivos enquanto quem testa os jogos precisa implorar por dignidade básica. A liderança da Activision deveria parar de enrolar e assinar um contrato justo, que respeite quem realmente coloca esses produtos no mercado.

Autor: Ivan Carlos

Publicado: 2026-10-16 06:10

Atualizado: 2026-10-16 06:10