Sony consulta desenvolvedores sobre o fim dos jogos físicos, mas o estrago pode já estar feito
A Sony está consultando seus parceiros de desenvolvimento sobre a decisão de encerrar os lançamentos físicos de jogos, uma conversa que chega tarde demais, depois que a empresa já sinalizou um futuro totalmente digital. Melhor tarde do que nunca, mas isso soa menos como reconsideração real e mais como tentativa de conter a reação negativa de jogadores, desenvolvedores e publishers.
O problema vai muito além da nostalgia dos discos. Jogos físicos sustentam o mercado de usados, mantêm os preços competitivos para quem tem menos dinheiro e preservam os jogos como cultura mesmo quando as lojas digitais fecham. Um futuro só digital concentra ainda mais poder de precificação nas mãos da Sony e das grandes publishers, encolhendo a parte mais acessível do mercado.
Se a Sony realmente se importa com seus parceiros e com o público, deveria desacelerar, ouvir e garantir opções físicas flexíveis em vez de tratar todo um modelo de distribuição como detalhe descartável. Jogos não são apenas conteúdo de assinatura para ser desligado conforme a conveniência corporativa.