O futuro da CLT em jogo: candidatos se enfrentam sobre os direitos trabalhistas no Brasil
A CLT protege os trabalhadores brasileiros desde 1943, garantindo férias remuneradas, 13º salário, FGTS, licença-maternidade e jornada regulada. Agora, os candidatos à Presidência debatem abertamente se vão defender, reformar ou simplesmente destruir esse marco.
Lula defende a manutenção e o fortalecimento dos direitos conquistados, enquanto nomes da extrema-direita como Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Renan Santos querem substituir a CLT por modelos mais livres para as empresas, devolvendo o poder aos patrões. Renan Santos chega a dizer que quer que a legislação trabalhista perca totalmente a função.
Com quase 1,8 milhão de brasileiros trabalhando por plataformas digitais e o percentual de autônomos com CNPJ batendo recorde de 27,1 por cento, a pergunta é direta: o futuro do trabalho será dignidade e proteção, ou uma corrida para baixo disfarçada de liberdade? A disputa pela CLT é a disputa por quem manda na força de trabalho do Brasil.