Um único link compartilhado do ChatGPT bastava para sequestrar conversas privadas, e a falha foi classificada como crítica
Pesquisadores da firma de segurança Parameter acabam de revelar um cenário assustador: um link compartilhado do ChatGPT, daqueles que a gente envia e abre sem pensar duas vezes, podia executar código malicioso dentro da sua sessão autenticada e ler conversas que você nunca compartilhou com ninguém.
A cadeia de ataque é genial e aterrorizante na mesma medida. Um frame de preview isolado, um gráfico interativo que carregava a biblioteca MathLive na página principal e um listener de mensagens que aceitava dados de teclado de qualquer remetente foram empilhados até que HTML não confiável conseguisse criar um frame tratado pelo navegador como parte do chatgpt.com. Dali em diante, o código chamava as próprias APIs autenticadas do ChatGPT e saía com o conteúdo de chats privados.
A OpenAI reproduziu o ataque, elevou a severidade de P2 para P1 e liberou a correção em duas versões do frontend em oito dias, pagando cinco mil dólares pela divulgação. Do seu lado, não há nada para instalar. Ainda assim, o caso é um lembrete alto de que conveniência e confiança são os alvos mais frágeis da pilha, e que privacidade em camadas, com uma VPN séria, deveria ser padrão em qualquer setup.