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A 7ª Vara do Trabalho de Brasília determinou a suspensão, por 90 dias em todo o país, do registro de novos agrotóxicos à base de glifosato, atendendo parcialmente a uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT). A decisão também obriga a Anvisa a avaliar possíveis irregularidades nas bulas dos produtos já comercializados e exige que o Ibama apresente avaliações ambientais e mapas de risco.

A ação se apoia em pesquisas que associam o glifosato ao linfoma não-Hodgkin, ao câncer de mama, à leucemia e ao mieloma múltiplo. Em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à OMS, classificou a substância como potencialmente cancerígena para humanos, e os trabalhadores rurais, expostos de forma continuada, são os mais atingidos.

A decisão é um recado direto à máquina de lobby corporativo da Bayer, herdeira do império do glifosato após engolir a Monsanto. Um estudo de 2000, usado por anos por agências reguladoras no mundo todo para liberar o produto, foi retirado de publicação por comprometer a integridade acadêmica, com funcionários da Monsanto entre os autores. Saúde pública, proteção ao trabalhador e precaução ambiental vêm antes do lucro.

Justiça freia a boiada: Brasil suspende novos registros de glifosato por 90 dias

A 7ª Vara do Trabalho de Brasília determinou a suspensão, por 90 dias em todo o país, do registro de novos agrotóxicos à base de glifosato, atendendo parcialmente a uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT). A decisão também obriga a Anvisa a avaliar possíveis irregularidades nas bulas dos produtos já comercializados e exige que o Ibama apresente avaliações ambientais e mapas de risco.

A ação se apoia em pesquisas que associam o glifosato ao linfoma não-Hodgkin, ao câncer de mama, à leucemia e ao mieloma múltiplo. Em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à OMS, classificou a substância como potencialmente cancerígena para humanos, e os trabalhadores rurais, expostos de forma continuada, são os mais atingidos.

A decisão é um recado direto à máquina de lobby corporativo da Bayer, herdeira do império do glifosato após engolir a Monsanto. Um estudo de 2000, usado por anos por agências reguladoras no mundo todo para liberar o produto, foi retirado de publicação por comprometer a integridade acadêmica, com funcionários da Monsanto entre os autores. Saúde pública, proteção ao trabalhador e precaução ambiental vêm antes do lucro.

Autor: Ivan Carlos

Publicado: 2026-09-10 18:10

Atualizado: 2026-09-10 18:10

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