A inversão de papéis que expõe Mendonça: o ministro repete a interferência que Moraes barrou em 2020
Levantamento do Jornal GGN mostra uma inversão histórica no STF. Em 2020, Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a PF quando Bolsonaro tentou colocar um aliado no comando da corporação enquanto os filhos eram investigados. Agora, André Mendonça, ex-ministro de Bolsonaro, afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, depois de descobrir que a polícia investigava sua atuação e pedia apuração também contra Moraes.
A decisão de Mendonça acontece sem provas conclusivas e se apoia em relatos de imprensa, ao contrário do caso de 2020, em que a interferência política ficou comprovada. Para críticos, é a mesma caneta antidemocrática, agora dentro do STF, contra a independência da PF.
Com Flávio Dino revertendo o afastamento e o plenário do STF no centro do embate, o caso virou um divisor de águas na defesa da democracia brasileira.