Bethesda derruba Fallout: New York, feito por IA, com notificação de cessação e desistência
Um jogo de navegador que viralizou chamado Fallout: New York saiu do ar, e a história por trás dele é mais maluca que qualquer missão no deserto. Criado por um autointitulado criativo de IA conhecido como CHRIS FIRST usando o modelo Claude Opus 5.5, o projeto prometia missões, companheiros, árvores de diálogo, combate com V.A.T.S. e até um Pip-Boy funcional, tudo gerado por código, sem nenhum arquivo de textura ou som. O primeiro vídeo passou de 3,5 milhões de visualizações e acendeu uma briga intensa sobre o que é criatividade e o que é roubo.
Aí veio o previsível. A ZeniMax Media, dona da Bethesda, enviou uma notificação de cessação e desistência apontando violação de marca e de direitos autorais, e o jogo foi retirado do ar. Na resposta, CHRIS FIRST alfinetou o estúdio, dizendo que a Bethesda deveria fazer um Fallout de verdade para que ele não precisasse, e culpou os executivos por acabar com a diversão.
A derrubada acontece no meio de uma tempestade muito maior envolvendo clones feitos por IA e mods que fundem jogos, de Minecraft injetado em Elden Ring a Mario misturado com Elden Ring e um clone de Splatoon feito por IA que a Nintendo certamente está de olho. Os advogados corporativos vão continuar atacando tudo que cheira a violação, mas a pergunta real segue sem resposta: quem pode criar e quem pode lucrar? Desenvolvedores merecem salários justos, liberdade criativa de verdade e estúdios que invistam em trabalho original em vez de reciclar as mesmas franquias sem parar.