Gamepad
A Capcom revelou os detalhes do projeto REX, uma reformulação ambiciosa que pretende transformar sua RE Engine interna naquilo que o estúdio chama de "motor de jogos com geração por IA". Apresentado na Capcom Open Conference RE:2026, o plano reúne vários sistemas novos, como o RE:Dox para padronizar o processamento de dados, o RE:UI para acelerar as ferramentas, o RE:Log para registro baseado em IDs, o RE:Flows para script visual e o RE:Runtime, um núcleo reformulado para lidar com muitos personagens ao mesmo tempo.

A meta é ganhar velocidade e escala. Como a RE Engine já roda mais de 30 títulos e é usada por mais de 2.000 desenvolvedores no mundo todo, a Capcom quer uma IA capaz de entender e gerar código, rodar testes automatizados para caçar bugs e apoiar as equipes de forma direta, mirando um futuro em que os times "criem jogos junto com a IA". A empresa até abriu parte da tecnologia para ajudar no treinamento dos modelos.

É uma virada que merece atenção. A automação pode livrar os devs de tarefas repetitivas e liberar espaço para a criatividade, mas só se proteger empregos e o trabalho autoral em vez de virar desculpa para cortar custos. Conforme a IA remodela o desenvolvimento de jogos, a indústria precisa garantir que as pessoas que constroem esses mundos continuem no centro da história.

Capcom quer transformar a RE Engine em um motor de jogos com IA no projeto REX

A Capcom revelou os detalhes do projeto REX, uma reformulação ambiciosa que pretende transformar sua RE Engine interna naquilo que o estúdio chama de "motor de jogos com geração por IA". Apresentado na Capcom Open Conference RE:2026, o plano reúne vários sistemas novos, como o RE:Dox para padronizar o processamento de dados, o RE:UI para acelerar as ferramentas, o RE:Log para registro baseado em IDs, o RE:Flows para script visual e o RE:Runtime, um núcleo reformulado para lidar com muitos personagens ao mesmo tempo.

A meta é ganhar velocidade e escala. Como a RE Engine já roda mais de 30 títulos e é usada por mais de 2.000 desenvolvedores no mundo todo, a Capcom quer uma IA capaz de entender e gerar código, rodar testes automatizados para caçar bugs e apoiar as equipes de forma direta, mirando um futuro em que os times "criem jogos junto com a IA". A empresa até abriu parte da tecnologia para ajudar no treinamento dos modelos.

É uma virada que merece atenção. A automação pode livrar os devs de tarefas repetitivas e liberar espaço para a criatividade, mas só se proteger empregos e o trabalho autoral em vez de virar desculpa para cortar custos. Conforme a IA remodela o desenvolvimento de jogos, a indústria precisa garantir que as pessoas que constroem esses mundos continuem no centro da história.

Autor: Ivan Carlos

Publicado: 2026-10-03 13:10

Atualizado: 2026-10-03 13:10