O sonho do home office está acabando e o mapa imobiliário do Brasil está sendo redesenhado
A era de trabalhar de qualquer lugar está perdendo força rapidamente. Um levantamento do Colégio Notarial do Brasil mostra que a capital paulista atingiu um recorde histórico de 90.402 escrituras em 2025, quase 50 por cento acima de 2020, enquanto cidades que brilharam na pandemia, como Itupeva, Cotia, Indaiatuba e Atibaia, viram as transações despencarem até 57 por cento.
O motivo é simples e incômodo: as empresas continuam puxando as pessoas de volta ao escritório. Modelos híbridos e presenciais dominam, as vagas remotas encolhem e quem trocou os grandes centros por uma vida mais tranquila voltou a enfrentar trânsito, pedágios e despesas crescentes.
Mais do que uma tendência de mercado, é um alerta. Quando o Nubank anunciou o fim do modelo quase totalmente remoto, funcionários que compraram imóveis e reorganizaram a vida contando com a distância ficaram expostos. A lição é dura: a liberdade de morar longe do escritório dura apenas enquanto a empresa permitir.