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Os arautos do fiscalismo adoram culpar os gastos públicos pelos juros estratosféricos do Brasil. Mas um mergulho nos dados revela outra história: enquanto o déficit primário é minúsculo, a conta de juros engole quase 8% do PIB — o dobro, na proporção, do que os EUA pagam, mesmo tendo uma dívida e um déficit muito maiores.

O artigo faz a pergunta que o debate convencional evita: quem recebe esse tsunami de juros? A resposta aponta para uma elite financeira concentrada, com os 0,7% mais ricos dos declarantes abocanhando quase metade de toda a renda de aplicações financeiras. Não são só números: é poder, distribuição e uma arquitetura institucional que transforma juro alto em motor automático da desigualdade.

Prepare-se para uma mudança de paradigma: a questão fiscal não é só gasto. É rentismo — um sistema que transfere riqueza para cima e usa a própria dívida que cria para justificar juros ainda maiores. Depois de ler, você nunca mais verá o debate da “responsabilidade fiscal” com os mesmos olhos.

O debate fiscal esconde a pergunta que importa: quem engorda com os juros bilionários?

Os arautos do fiscalismo adoram culpar os gastos públicos pelos juros estratosféricos do Brasil. Mas um mergulho nos dados revela outra história: enquanto o déficit primário é minúsculo, a conta de juros engole quase 8% do PIB — o dobro, na proporção, do que os EUA pagam, mesmo tendo uma dívida e um déficit muito maiores.

O artigo faz a pergunta que o debate convencional evita: quem recebe esse tsunami de juros? A resposta aponta para uma elite financeira concentrada, com os 0,7% mais ricos dos declarantes abocanhando quase metade de toda a renda de aplicações financeiras. Não são só números: é poder, distribuição e uma arquitetura institucional que transforma juro alto em motor automático da desigualdade.

Prepare-se para uma mudança de paradigma: a questão fiscal não é só gasto. É rentismo — um sistema que transfere riqueza para cima e usa a própria dívida que cria para justificar juros ainda maiores. Depois de ler, você nunca mais verá o debate da “responsabilidade fiscal” com os mesmos olhos.