Montadoras europeias apostam na produção militar para sobreviver à crise
Diante de um declínio terminal, montadoras europeias estão migrando para a produção militar. Ford, Renault e Volkswagen estão convertendo fábricas ociosas para fabricar veículos militares e drones, esperando lucrar com o rearmamento da Europa em meio à guerra na Ucrânia.
Mas essa guinada para a economia de guerra levanta questões desconfortáveis. O acordo da Volkswagen para vender uma fábrica a um investidor israelense do setor de defesa e a parceria da Renault com a Thales para drones mostram como o complexo industrial-militar está engolindo a indústria automobilística. Vale a pena sobreviver a esse custo?
Enquanto o setor celebra novos contratos, críticos alertam que lucrar com conflitos só aprofunda o ciclo de militarismo e imperialismo. A pergunta permanece: é possível salvar o setor automotivo europeu sem alimentar a máquina de guerra?