O console novo mais barato de 2026 custa US$ 230, e isso diz tudo sobre o estado dos games
Jogar em console em 2026 virou artigo de luxo. O PlayStation 5 Pro chegou por US$ 700 e hoje aparece por US$ 900 nas lojas, enquanto revendedores pedem mais de US$ 1.400. Tarifas de importação e o salto nos preços de memória fizeram o estrago, e quem paga a conta é o jogador comum.
A opção mais acessível que sobrou é o Nintendo Switch Lite por US$ 230, um portátil com base de 2017 que ainda dá acesso a um catálogo absurdo, de Super Mario Odyssey a Hades. O preço da economia: ele não conecta na TV e nunca vai rodar exclusivos do Switch 2.
A lição real é sobre quem está sendo espremido. Sony, Microsoft e Nintendo construíram jardins fechados onde a loja digital define o preço e jogos de dez anos quase não recebem desconto, enquanto lojas de PC como Steam e GOG seguem com promoções de verdade. Quando o ingresso de um hobby é definido por conta de tarifa e meta de lucro em vez de ambição criativa, a indústria precisa responder por isso, não os jogadores.