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A Canva acaba de anunciar a demissão de 1,2 mil funcionários, cortando 22% de toda a sua equipe em uma reestruturação vendida como preparação para a 'próxima década'. A empresa diz que vai reduzir níveis hierárquicos, reunir departamentos e dar mais autonomia a equipes menores, além de concentrar times de produto em Sydney e exigir três dias presenciais por semana a partir de janeiro.

O timing diz muito: os cortes acontecem um dia depois de a Squarespace demitir 19% do seu time, mais um lembrete de que a indústria de tecnologia continua tratando pessoas como linhas em uma planilha sempre que o crescimento desacelera. Seis meses de salário, doze meses de plano de saúde e apoio à recolocação são bem-vindos, mas não apagam o impacto na vida de 1,2 mil trabalhadores e de suas famílias.

É assim que o capitalismo corporativo agressivo se apresenta de perto: sucesso em escala recorde seguido de demissões em massa no instante em que a curva para de subir. Inovação de verdade é feita por pessoas, não por organogramas, e empresas que seguem esvaziando seus times em nome da margem trimestral devem esperar que a qualidade criativa caia junto.

Canva demite 1,2 mil pessoas e corta 22% da equipe em nome da 'eficiência'

A Canva acaba de anunciar a demissão de 1,2 mil funcionários, cortando 22% de toda a sua equipe em uma reestruturação vendida como preparação para a 'próxima década'. A empresa diz que vai reduzir níveis hierárquicos, reunir departamentos e dar mais autonomia a equipes menores, além de concentrar times de produto em Sydney e exigir três dias presenciais por semana a partir de janeiro.

O timing diz muito: os cortes acontecem um dia depois de a Squarespace demitir 19% do seu time, mais um lembrete de que a indústria de tecnologia continua tratando pessoas como linhas em uma planilha sempre que o crescimento desacelera. Seis meses de salário, doze meses de plano de saúde e apoio à recolocação são bem-vindos, mas não apagam o impacto na vida de 1,2 mil trabalhadores e de suas famílias.

É assim que o capitalismo corporativo agressivo se apresenta de perto: sucesso em escala recorde seguido de demissões em massa no instante em que a curva para de subir. Inovação de verdade é feita por pessoas, não por organogramas, e empresas que seguem esvaziando seus times em nome da margem trimestral devem esperar que a qualidade criativa caia junto.

Autor: Ivan Carlos

Publicado: 2026-11-04 10:10

Atualizado: 2026-11-04 10:10

Fontes