Lula sanciona o Redata: incentivos fiscais para transformar o Brasil em potência de data centers na era da IA
O Brasil acabou de dar seu passo mais ousado para garantir um lugar no futuro digital. O presidente Lula sancionou o programa Redata, que reduz impostos sobre equipamentos usados na instalação e ampliação de data centers no país e ainda cria benefícios tributários para a exportação de serviços de dados. O objetivo é claro e ambicioso: atrair investimento global, turbinar a infraestrutura digital nacional e ampliar a capacidade do país de armazenar e processar informações num momento em que a inteligência artificial devora poder de processamento.
Os incentivos vêm com contrapartidas reais, e essa é a parte inteligente. As empresas que aderirem ao Redata precisam destinar ao mercado brasileiro pelo menos 10% da capacidade de processamento, armazenamento e tratamento de dados, investir pelo menos 2% do valor dos produtos beneficiados em pesquisa, desenvolvimento e inovação ligados à indústria digital, além de garantir o fornecimento de energia necessário para o funcionamento das operações. O programa também direciona recursos para o desenvolvimento industrial e tecnológico, com atenção especial às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, espalhando os ganhos para além dos grandes centros urbanos.
A sustentabilidade está no centro do debate, e a lei encara o tema de frente. As participantes terão que divulgar relatórios com o Índice de Eficiência Hídrica e as fontes de energia usadas em suas instalações, com regras que empurram o setor para fontes renováveis e de baixa emissão de carbono. É uma resposta direta às críticas de que data centers consomem água e eletricidade sem parar. Num mundo em que chips, dados e capacidade de processamento viraram armas estratégicas entre potências, o Brasil aposta que política pública, e não só hype de mercado, é o caminho para conquistar autonomia tecnológica de verdade.