Governo Lula zera impostos para blindar o consumidor do reajuste da gasolina da Petrobras
Num movimento direto para proteger as famílias trabalhadoras, o presidente Lula assinou o decreto que reduz em 0,63 real por litro os tributos federais sobre a gasolina e zera a tributação do etanol hidratado, neutralizando o reajuste anunciado pela Petrobras para as distribuidoras. A estatal confirmou que encerra o desconto de 0,44 real da subvenção e aplica um ajuste de 0,19 real, mas o alívio tributário absorve todo o impacto, sem mudança no preço para o consumidor final.
O episódio escancara a tensão real por trás da formação de preços dos combustíveis: enquanto uma empresa pública persegue suas margens, é preciso um governo disposto a abrir mão de arrecadação para manter o combustível acessível ao povo. O preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras fica em 3,24 reais por litro, e a subvenção ao diesel anunciada pelo governo federal ainda aguarda a publicação dos atos legais necessários.
É um lembrete de que política energética é escolha política, não lei da natureza. Quando o Estado entra em cena, a conta não cai nas costas de motoristas, caminhoneiros e trabalhadores que dependem do combustível todos os dias.