Lula promete acabar com as bets enquanto o setor planeja expandir apostas para pontos físicos
A indústria das bets está planejando seu próximo passo: levar as apostas de quota fixa para além dos celulares, com terminais físicos em supermercados, postos de gasolina, farmácias e bares. A proposta aparece em consulta pública da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que previa debater o tema ainda neste ano.
O presidente Lula não está disposto a ceder. Nesta semana, ele afirmou que teria o imenso prazer de acabar com as bets, citando jovens presos aos algoritmos. Órgãos como o Procon-SP alertam que terminais de livre acesso podem facilitar a entrada de menores e comprometer a fiscalização, defendendo restrição a ambientes controlados.
O impacto é gigantesco: um estudo aponta que as bets retiraram R$62,5 bilhões das famílias brasileiras em 2025. Com estados criando seus próprios modelos de loteria em meio à fragmentação regulatória, cresce a disputa sobre quem controla - e lucra - com o jogo no país.