Criador de NieR, Yoko Taro diz que já teria se aposentado, mas o medo da demência o mantém criando jogos
Yoko Taro acabou de fazer uma das confissões mais sinceras que a indústria dos games já ouviu. O criador de NieR e Drakengard diz que está cansado de trabalhar, que já realizou o sonho da vida logo no seu primeiro projeto como diretor e que tudo depois disso é apenas "o restante da minha vida".
Então por que continua? Dois motivos, e nenhum é glamouroso: ele ainda precisa da renda e tem pavor de desenvolver demência na velhice, medo que ele diz driblar repetindo a si mesmo que cada dia difícil no trabalho ajuda a prevenir o problema. Pense nisso, um dos autores mais influentes dos games está atravessando dias ruins por medo, não por paixão, um retrato brutal do que uma indústria movida por contratos instáveis e cancelamentos constantes faz com quem cria a sua arte.
Taro também olhou para o futuro, celebrando como a IA e as novas ferramentas permitem que criadores na casa dos 15 a 20 e poucos anos façam jogos sem implorar por autorização de uma publisher, ao mesmo tempo em que avisa que essa liberdade vai espalhar a concorrência como fogo entre gerações. Aos 56 anos, ele diz que só torce para as chamas não o alcançarem antes de partir, e revela que vários projetos recentes foram silenciosamente cancelados no meio do desenvolvimento enquanto os fãs achavam que ele não estava fazendo nada.