João Gordo diz que é punk, mas não o Sid Vicious, em entrevista que ataca o fascismo e a imprensa
Em entrevista resgatada, João Gordo, do Ratos de Porão, solta o verbo sobre punk, poder e a crise política brasileira. Ele recusa a cobrança de viver como Sid Vicious e diz que punk é fazer por si mesmo enquanto sobrevive num país de políticos corruptos, impunidade e repressão nas ruas.
Gordo critica a grande mídia por dar cobertura à violência policial contra os Black Blocs, condena o fascismo e o conservadorismo religioso e relembra sua passagem incômoda pela TV Record e pela Igreja Universal. Um lembrete feroz de que o punk segue como arma política.