Brasil sanciona política nacional de minerais críticos para defender a soberania e o futuro da tecnologia
O presidente Lula sancionou a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com investimentos de até 7 bilhões de reais em incentivos à pesquisa, extração e transformação desses minerais. A medida cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com aporte de 2 bilhões de reais da União e potencial de chegar a 5 bilhões, além de elevar o orçamento do Serviço Geológico do Brasil de 8 milhões para 300 milhões de reais para mapear o que o país realmente tem debaixo do solo.
O Brasil já detém a segunda maior reserva mapeada de terras raras do mundo, cerca de 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China, mas somente cerca de 25 por cento do território nacional foi estudado. Lula foi duro ao criticar quem queria vender minerais críticos em estado bruto e a preço de banana para os Estados Unidos, afirmando que a riqueza do Brasil tem um único dono, o povo brasileiro, e que nossa soberania não está à venda.
Esses insumos são indispensáveis para carros elétricos, turbinas eólicas, smartphones, semicondutores e sistemas de defesa. Ao recusar o velho pacto colonial de exportar minério bruto, o Brasil aposta na industrialização, no refino e na geração de emprego qualificado dentro de casa, em vez de alimentar as cadeias produtivas das potências mais ricas.