Por que o Banco Central pode parar de cortar juros após a reeleição de Lula
O Banco Central entra em uma reunião decisiva sob pressão de um mercado dividido: parte aposta em novo corte da Selic para 13,50%, enquanto outra defende a manutenção em 13,75% após a reeleição de Lula. A dúvida virou termômetro do nervosismo dos investidores com inflação e contas públicas.
A decisão do Copom vem depois de uma semana de turbulência na Bolsa, com o Ibovespa tendo uma das maiores quedas semanais desde o Plano Real e centenas de bilhões em valor de mercado evaporando. Mas o papel do BC não é ceder ao medo especulativo: é equilibrar emprego, crescimento e o custo do crédito para as famílias trabalhadoras.
Se o Banco Central interromper os cortes agora, o crédito segue caro e o investimento desacelera justamente quando o país precisa de espaço para políticas sociais e serviços públicos. O risco maior é alimentar um ciclo autoconfirmado de juros altos, não a vitória eleitoral de Lula.