Documento revela plano dos EUA para entregar as terras raras do Brasil ao capital estrangeiro em eventual governo Bolsonaro
Este é o manual da entrega. Um memorando de 22 páginas, escrito em inglês, traz a identificação "Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign" e o slogan "Prosperity Partnership", desenhando uma estratégia completa para entregar os minerais críticos e as terras raras do Brasil aos Estados Unidos. Elaborado pelo empresário André Marinho em março, o documento projeta entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões em investimentos em mineração e processamento em dez anos, vendidos como um boom patriótico que amarra o futuro do país a interesses estratégicos estrangeiros.
O calendário é impossível de ignorar. Dias depois, Flávio Bolsonaro subiu ao palco da CPAC, em Dallas, para apresentar o Brasil como solução para a dependência americana da China em terras raras. Semanas mais tarde, Marinho se reuniu com o vice-presidente J.D. Vance em Washington, e em maio o senador se encontrou com Donald Trump e com o próprio Vance.
Isso não é desenvolvimento, é o leilão da soberania nacional. O Brasil seguiria como fornecedor de matéria-prima enquanto lucros, cadeias de produção e decisões estratégicas ficam em mãos estrangeiras. Volta o velho projeto de sempre: entregar a riqueza do país, agora os minerais que movem a transição energética, a quem paga mais lá fora.