Julgamento anti-sindical da Rockstar explode: RH admite que tinha 'pouco interesse' na organização dos trabalhadores
A batalha judicial entre a Rockstar Games e 31 desenvolvedores demitidos ficou muito mais tensa. No tribunal do Glasgow Tribunals Centre, o gerente de RH e diretor de operações do estúdio, Charlie Kinloch, admitiu que tinha 'pouco interesse' nas evidências de sindicalização enviadas por um funcionário anônimo, afirmando que sua real prioridade era caçar o que chamou de 'difamação e desinformação sobre a Rockstar'.
Os trabalhadores, apoiados pelo Independent Workers' Union of Great Britain, alegam que foram perseguidos e demitidos ilegalmente por se organizarem, enquanto a Rockstar afirma que as demissões foram por má conduta grave e vazamento de informações confidenciais. Kinloch ainda ligou o momento ao hype de GTA 6, dizendo que qualquer vazamento durante aquela fiscalização 'sem precedentes' poderia 'causar danos à empresa'.
Os detalhes são reveladores: uma conta no Twitter proposta pelo sindicato da Rockstar foi rotulada como 'risco de segurança', e planos de falar com jornalistas foram tratados como alertas vermelhos. É assim que o capitalismo corporativo agressivo age quando troca pessoas por lucro. Desenvolvedores merecem proteção, tratamento justo e o direito de se organizar sem medo, e esse julgamento mostra por que essa luta importa.