Ele deixou a toga a se submeter ao golpe de 1964. Agora suas palavras expõem a crise do STF
O juiz Luiz Gonzaga Belluzzo se aposentou da magistratura brasileira em 1965 com um aviso que soa aterrorizantemente atual: recusou-se a se submeter aos esbirros fardados do golpe militar e preferiu a dignidade do silêncio ao ruído das propagandas falaciosas. Sessenta e um anos depois, com a pressão crescendo dentro do Supremo Tribunal Federal, o filho resgata aquele discurso de despedida como um espelho para o presente.
A mensagem não poderia ser mais urgente: independência judicial não é privilégio, é dever. Em meio aos ataques orquestrados contra o STF por forças autoritárias e conservadoras, as palavras de Belluzzo lembram que dobrar a Justiça ao poder é o truque mais antigo da tirania. Uma lição de 1965 que se recusa a ficar no passado.