Brasil aperta o cerco às caixas de recompensa em seis jogos gigantes para proteger menores
O governo brasileiro quer fiscalização sobre seis dos maiores jogos do planeta por causa das caixas de recompensa, que funcionam de um jeito muito parecido com apostas. NBA 2K26, WWE 2K26, Counter-Strike 2, Call of Duty, Genshin Impact e PUBG Mobile aparecem em nota técnica ligada aos seis meses de vigência do ECA Digital, a lei que protege crianças e adolescentes na internet.
Para o Ministério da Justiça, o problema central é a incerteza: o jogador paga antes de saber o que vai receber, e as probabilidades são definidas pela própria empresa que vende a recompensa. Essa mistura de pagamento, sorte e expectativa se aproxima das bets, e o relatório associa a exposição precoce a comportamento problemático de jogo, sofrimento psicológico e danos financeiros reais, ainda mais quando não existe verificação de idade.
A mensagem é direta: estúdios que seguem construindo caça-níqueis para menores e se escondem atrás de uma classificação 18 não deveriam se surpreender quando o Estado reage. É o que acontece quando o lucro passa na frente da responsabilidade, e já passou da hora de colocar desenvolvedores e jogadores acima da monetização predatória.