ChatGPT nega relação com eleição no Brasil enquanto Meta enfrenta críticas por viés da IA
OpenAI está se defendendo depois que uma postagem viral do ChatGPT ensinando a diferenciar esquerda e direita incendiou as redes brasileiras a duas semanas do segundo turno. A empresa afirma que a publicação era parte da demonstração de um recurso global e não tem qualquer relação com as eleições ou campanhas políticas no Brasil. Mas o timing e a enxurrada de comentários dizendo que o ChatGPT 'fez o L' transformaram o episódio em uma tempestade.
Enquanto isso, a Meta está sob forte pressão por permitir que sua IA gerasse imagens com viés eleitoral a favor do candidato de extrema-direita Flávio Bolsonaro, enquanto bloqueava comandos semelhantes para o presidente Lula. A empresa alega erro de configuração, mas o estrago está feito: as big techs seguem mostrando que não conseguem controlar a manipulação política em um país onde a democracia está em jogo.
O caso é um alerta: plataformas de IA não são neutras. Elas são atores políticos poderosos e, quando falham, amplificam a extrema-direita e minam a democracia. O Brasil precisa de regras claras e transparência, não de desculpas corporativas depois do dano.