Lula tem seis semanas para escolher: o povo ou o financismo
Faltam apenas seis semanas para o primeiro turno e o Brasil vive um dos momentos políticos mais perigosos da história recente. A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro coloca a democracia em alerta, com a extrema direita cada vez mais perto do Planalto. Em vez de apresentar soluções concretas para a maioria da população, a campanha de Lula insiste na mesma agenda de austeridade que precariza serviços públicos e favorece o topo da pirâmide da desigualdade.
Especialistas e setores progressistas alertam: repetir números de PIB e discursos vazios sobre emprego não convence os cerca de 10% de eleitores indecisos. O que o Brasil precisa é de um rompimento claro com a austeridade fiscal, garantias para saúde e educação e medidas reais para socorrer as famílias endividadas. Defender a democracia exige mais do que ser 'o menos pior' — exige um projeto que transforme a vida das pessoas.