Argentina de Milei perdeu mais de 32 mil empresas, e quem paga a conta são os trabalhadores
Os números são devastadores: a Argentina perdeu 32.290 empregadores desde que Javier Milei assumiu a Presidência, no fim de 2023. Dados oficiais da Superintendência de Riscos do Trabalho mostram que o total de empregadores caiu de 512.357 em novembro de 2023 para 480.067 em julho deste ano, uma queda de 6,3% e o 18º recuo mensal consecutivo.
Por trás das estatísticas estão milhares de pequenas e médias empresas quebradas. Entidades como a CAME e a UIA apontam custos de energia nas alturas, carga tributária pesada, crédito escasso e um salto de 34,7% nas importações de bens de consumo que esmagaram a indústria local, que encolheu 12% no mesmo período. Com o orçamento apertado e endividadas, as famílias simplesmente pararam de comprar.
A terapia de choque de Milei, com cortes brutais nos gastos públicos para conter a inflação, deixou um rastro de portas fechadas, trabalhadores demitidos e comunidades esvaziadas. É o que acontece quando a ideologia é colocada acima das pessoas: austeridade para a maioria, enquanto poucos privilegiados ficam protegidos dos efeitos.