Brent chega a US$ 110 com tensões no Oriente Médio e ataques na Ucrânia
Os preços do petróleo explodiram nesta sexta-feira. O Brent fechou a US$ 109,86 o barril, alta de 3,7%, o maior valor desde 19 de maio. O WTI subiu 3,5%, para US$ 101,41, no maior patamar desde 17 de setembro. Na semana, o Brent acumula alta de 4,9% e o WTI, 10,4%.
O gatilho é uma combinação perigosa de guerra, instabilidade e pânico de oferta. Cresceu o temor de uma escalada no Oriente Médio após relatos de que o Irã poderia preparar um ataque preventivo, enquanto uma coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter interceptado um míssil balístico contra o porto de Yanbu. A Ucrânia também atingiu uma refinaria russa depois que Kiev encerrou uma trégua de energia intermediada pelos EUA, aumentando as dúvidas sobre a oferta de diesel e combustíveis da Rússia.
Como resposta, a Agência Internacional de Energia concordou em liberar mais de 20 milhões de barris de combustíveis, e os EUA abriram chamada para troca de até 17 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo. Mas o pano de fundo segue o mesmo: a dependência dos combustíveis fósseis entrega poder a guerras, impérios e regimes autoritários enquanto a população paga a conta no posto.