Ação judicial acusa Anthropic, OpenAI, SpaceXAI e Google de conluio ilegal para frear o avanço da IA
Uma ação coletiva protocolada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia alega que os maiores nomes da inteligência artificial combinaram, nos bastidores, reduzir o ritmo da inovação. Segundo o processo, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou um texto em 12 de setembro pedindo cooperação de todo o setor para desacelerar os avanços da IA, e no mesmo dia Sam Altman, Elon Musk e Demis Hassabis sinalizaram publicamente concordância.
Os autores, assinantes pagos de ChatGPT, Claude, Grok e Gemini, argumentam que essa coordenação viola as leis antitruste e diminui o valor entregue a quem paga por esses serviços. O advogado que lidera o caso alerta que deixar as empresas mais poderosas do mundo definirem as regras de segurança da IA por meio de acordos privados coloca o lucro acima do interesse público. É um lembrete duro de que, quando os gigantes andam de mãos dadas, quem perde é a concorrência e o consumidor.
Enquanto isso, Donald Trump rejeitou os pedidos de regulação chamando-os de conspiração e anunciou uma nova força-tarefa de IA, enquanto os republicanos no Congresso seguiram em grande parte essa linha. O caso expõe uma pergunta maior: quem realmente decide a que velocidade, e para benefício de quem, a inteligência artificial avança.