A próxima fronteira do Brasil é aberta: chips RISC-V e um plano nacional de soberania digital
O Brasil tem uma chance rara de escapar da dependência tecnológica e assumir o controle do próprio futuro digital. Este artigo percorre a trajetória do país, do primeiro computador nacional ao protagonismo na arquitetura aberta RISC-V, passando pela retomada da CEITEC e pela criação de uma fábrica compacta de semicondutores na USP.
Com reservas de terras raras, décadas de tradição científica e um assento na RISC-V International, o país tem os ingredientes para projetar e fabricar chips soberanos, de IoT a IA de borda. Falta transformar ciência e tecnologia em política de Estado e recusar o aprisionamento tecnológico imposto pelas big techs.