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Uma nova variante do Spectre-v2 chamada Branch Target Reuse (BTR) acaba de derrubar a ideia de que décadas de defesas em CPUs tinham resolvido o problema. Pesquisadores da VUSec e da Scuola Superiore Sant'Anna descobriram que os chips modernos restauram a coerência de código após automodificação, mas nunca invalidam previsões obsoletas de desvio indireto, abrindo uma janela para sequestrar o fluxo de execução dentro de engines JIT e do próprio kernel do Linux.

A prova de conceito é dura: dois exploits ponta a ponta recuperam o hash da senha de root em poucos minutos em um sistema Intel totalmente corrigido e com proteções padrão ativadas. O SpiderMonkey do Firefox, o GraalVM e o JIT cBPF do Linux foram testados, cada um vazando dados em ritmos bem diferentes, o que significa que o alcance do ataque atinge navegadores, runtimes e kernel ao mesmo tempo.

As mitigações já foram integradas ao kernel sob as identificações CVE-2026-64507 e CVE-2026-64508, e o GraalVM escapa do pior ao randomizar os endereços do cache de código JIT, enquanto a Mozilla aposta no isolamento de sites. Atualize rápido, mantenha o kernel em dia e trate a execução especulativa como superfície de ataque permanente, não como problema resolvido. Para quem lida com tráfego sensível em redes não confiáveis, reforçar a criptografia deixou de ser opcional.

Ataque Spectre-v2 BTR drena a memória do Linux em minutos, mesmo em máquinas Intel totalmente atualizadas

Uma nova variante do Spectre-v2 chamada Branch Target Reuse (BTR) acaba de derrubar a ideia de que décadas de defesas em CPUs tinham resolvido o problema. Pesquisadores da VUSec e da Scuola Superiore Sant'Anna descobriram que os chips modernos restauram a coerência de código após automodificação, mas nunca invalidam previsões obsoletas de desvio indireto, abrindo uma janela para sequestrar o fluxo de execução dentro de engines JIT e do próprio kernel do Linux.

A prova de conceito é dura: dois exploits ponta a ponta recuperam o hash da senha de root em poucos minutos em um sistema Intel totalmente corrigido e com proteções padrão ativadas. O SpiderMonkey do Firefox, o GraalVM e o JIT cBPF do Linux foram testados, cada um vazando dados em ritmos bem diferentes, o que significa que o alcance do ataque atinge navegadores, runtimes e kernel ao mesmo tempo.

As mitigações já foram integradas ao kernel sob as identificações CVE-2026-64507 e CVE-2026-64508, e o GraalVM escapa do pior ao randomizar os endereços do cache de código JIT, enquanto a Mozilla aposta no isolamento de sites. Atualize rápido, mantenha o kernel em dia e trate a execução especulativa como superfície de ataque permanente, não como problema resolvido. Para quem lida com tráfego sensível em redes não confiáveis, reforçar a criptografia deixou de ser opcional.

Autor: Ivan Carlos

Publicado: 2026-09-29 15:10

Atualizado: 2026-09-29 15:10