Steam Frame, o headset VR da Valve, chega por caros US$ 1.059 enquanto os preços da memória espremem os jogadores
A Valve finalmente revelou o Steam Frame, seu headset de realidade virtual sem fio, e o anúncio vem com um número que dói: o preço de US$ 1.059. A empresa admite abertamente que queria lançar algo bem mais acessível, mas a disparada dos mercados globais de memória RAM e armazenamento teria forçado a sua mão, deixando os jogadores para pagar a conta.
No papel, o aparelho impressiona. Ele traz o chip Qualcomm Snapdragon 8 Gen 3 com 16GB de RAM, faz streaming de jogos de PC sem fio por Wi-Fi ou pelo dongle de 6GHz incluído, e ainda roda Half-Life: Alyx de forma nativa. A Valve diz que lutou muito para chegar a esse preço e dá a entender que vende perto do custo, mas se acomodar com um valor alto não é o mesmo que tornar a realidade virtual de ponta acessível a quem mantém essa indústria viva.
Essa é a verdade incômoda do hardware de games atual: quando os preços de memória e armazenamento disparam, as corporações repassam o aperto direto ao consumidor enquanto seguem perseguindo margens de lucro. Headsets caros significam público menor, menos apostas criativas ousadas e um hobby cada vez mais reservado a quem pode pagar.