EA fecha a BioWare e desmonta Mass Effect, e líder canadense diz que os próprios desenvolvedores deveriam comprar o estúdio
A BioWare acabou. Depois de mais de 30 anos criando alguns dos RPGs mais amados de todos os tempos, o estúdio de Edmonton responsável por Mass Effect e Dragon Age foi fechado pela EA, com cerca de 400 pessoas perdendo o emprego e toda a equipe que trabalhava no próximo Mass Effect sendo cortada. A decisão veio poucos meses depois de a EA ser comprada por 55 bilhões de dólares por um grupo de investidores que inclui o fundo saudita Public Investment Fund, a Silver Lake e a Affinity Partners.
Avi Lewis, líder do Novo Partido Democrático do Canadá, não ficou calado. Ele apontou direto para o private equity: compram a empresa, afundam a operação e a desmontam em nome do lucro de curto prazo. Sua proposta é simples e radical ao mesmo tempo, dar aos desenvolvedores a primeira chance e o apoio federal para comprar o estúdio e comandá-lo por conta própria.
É assim que a consolidação corporativa agressiva aparece nos games. Franquias queridas viram linhas de planilha, equipes inteiras são apagadas para proteger uma margem trimestral, e só sobram as marcas que vendem mais microtransações. A BioWare inventou a roda de diálogo que o gênero inteiro copia até hoje. Quem construiu isso merecia muito mais do que uma planilha.