STF analisa internet móvel liberada nas 72 horas antes das eleições
A luta por uma democracia digital mais justa acaba de chegar ao Supremo Tribunal Federal. Uma coalizão de 19 entidades exige que todo brasileiro tenha acesso livre à internet móvel nas 72 horas que antecedem as eleições de 4 de outubro, para que nenhum eleitor fique vulnerável à desinformação só porque a franquia acabou.
A ação, movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e pelo Partido Verde dentro da iniciativa Democracia Sem Franquia, ataca uma desigualdade cruel: cidadãos de baixa renda que só conseguem pagar o WhatsApp ficam presos a uma única plataforma, sem poder checar uma publicação manipuladora em sites de notícia ou confirmar o que estão ouvindo. Quando o acesso é racionado, a verdade também é.
O ministro Cristiano Zanin deu 48 horas para a Anatel se manifestar, e a AGU e a PGR também foram convocadas a opinar. Se a ação for aceita, todas as operadoras móveis do país terão de se adequar, desferindo um golpe real em favor do voto informado e contra a máquina de desinformação que se alimenta da escassez.