Crise do banco Ueno abala o Paraguai e derruba presidente do BC
O maior emissor de cartões de crédito do Paraguai está em queda livre. O Ueno, fintech que saiu de startup de nicho para banco de médio porte, viu seu índice de solvência despencar para menos da metade do mínimo exigido depois de ajustes no balanço, o que levou o Banco Central a intervir para proteger depositantes.
O impacto chegou ao topo: o presidente do BC, Carvallo, renunciou a pedido do presidente da República, o Ministério Público pediu a prisão de oito pessoas ligadas ao banco e aposentados encontraram as portas fechadas ao tentar sacar benefícios do governo. O Ueno administra cerca de 850 milhões de dólares em recursos públicos.
O governo chama o caso de isolado e corre para aprovar um projeto que libera o Fundo de Garantia para os pagamentos, mas o dano à imagem do Paraguai como destino emergente de capital estrangeiro já está feito. Quando um banco cresce rápido demais na base da promessa fácil, quem paga a conta é o trabalhador comum.