Presidente da Disney diz que 'temos que sobreviver' em meio a nova onda de demissões
A Disney volta aos holofotes pelo motivo errado. A empresa acaba de fazer sua terceira rodada de demissões só neste ano, cortando centenas de vagas em RH e TI e atingindo setores corporativos e divisões como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television. O presidente resumiu tudo como pura sobrevivência: a tecnologia colocou o negócio na mira, disse ele, e a companhia precisa sobreviver, prosperar e crescer. Traduzindo: lucro primeiro, pessoas depois.
E tem o detalhe que dói. Executivos ganharam um programa de saída voluntária, um pouso suave, enquanto milhares de trabalhadores comuns viram o sustento sumir em onda após onda de cortes. Desde 2023 a companhia já eliminou cerca de 7 mil cargos em busca de bilhões em economia. É sempre o mesmo roteiro do capitalismo corporativo agressivo: cortar fundo, proteger o topo e chamar isso de reestruturação. Desenvolvedores, artistas e equipes de apoio seguem pagando a conta das decisões de diretoria, e a integridade criativa que um dia definiu esses estúdios também paga o preço.