Susto da extrema direita agita o mercado global enquanto Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno
Os ativos brasileiros dispararam no exterior assim que Flávio Bolsonaro assumiu a liderança no primeiro turno, com fundos que acompanham o Ibovespa subindo quase 10% em Tóquio e o EWZ, negociado nos Estados Unidos, avançando perto de 10% no after-hours. O mercado leu o resultado como aposta em mais austeridade, e o dinheiro correu solto.
Mas atenção: a euforia do mercado não é vitória do povo trabalhador. Os mesmos investidores que torcem por um possível retorno da extrema direita já precificam corte de gastos públicos, enfraquecimento de proteções e desmonte de políticas sociais que sustentam milhões de famílias. Festa na bolsa raramente significa vida melhor na rua.
Lula segue como a barreira contra essa onda reacionária. O segundo turno não é só uma votação sobre juros e dólar; é a escolha entre ceder ao medo movido a lucro ou defender a democracia, os serviços públicos e a dignidade de todos. A disputa nunca foi tão decisiva.