Fraudes de identidade explodem e forçam uma reinvenção do onboarding digital
Fraude de identidade deixou de ser um risco distante e virou pressão diária sobre qualquer negócio digital. Só no primeiro semestre de 2026, a Serasa Experian identificou cerca de 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no Brasil, alta de 32,9 por cento em relação ao mesmo período de 2025. Em agosto, o ritmo seguiu brutal: 505,8 mil tentativas, uma a cada 5,3 segundos.
A lição é clara: segurança não pode depender de uma única checagem. Validação documental, biometria facial, prova de vida e sinais do dispositivo precisam atuar em conjunto, ajustados ao nível de risco de cada interação. Fricção demais bloqueia clientes legítimos, de menos escancara a porta para criminosos. O equilíbrio é o jogo inteiro.
Um caso real mostra que é possível. O BRB (Banco de Brasília) combinou KYC, validação documental, biometria, prova de vida, análise de dispositivos e orquestração para reduzir em 86,2 por cento os cadastros enviados à análise manual, diminuir o tempo de abertura de contas de até duas horas para menos de 15 minutos e alcançar 85 por cento de aprovação. Reaproveitar dados já validados, como faz o IDPass da Serasa Experian, permite que nove em cada dez usuários passem na hora. Onboarding inteligente não é empilhar barreiras, é aplicar a segurança certa no momento certo.