Brasil sai do Mapa da Fome, mas 44,8 milhões ainda não têm renda para alimentação saudável
O Brasil saiu oficialmente do Mapa da Fome da ONU, uma vitória impulsionada pela valorização do salário mínimo, pela recuperação da renda e pelos programas de segurança alimentar. A lição política é direta: política pública funciona quando coloca as pessoas no centro, e não a especulação.
Mas a luta está longe de acabar. Cerca de 44,8 milhões de brasileiros ainda não têm renda suficiente para manter uma alimentação saudável, com impacto maior sobre mulheres negras, domicílios chefiados por mulheres e as regiões Norte e Nordeste. O país produz comida em abundância, mas ainda convive com desigualdade profunda.
Especialistas alertam: o Brasil não pode aceitar retrocessos conservadores. A fome caiu quando o Estado agiu e voltou a crescer quando políticas de combate à fome foram enfraquecidas. O próximo governo precisa transformar a segurança alimentar em política de Estado permanente, não em slogan eleitoral.