Hackers estatais iranianos usam malware CHOSEN BRICK para espionar dissidentes e jornalistas
Atores cibernéticos ligados ao Estado iraniano estão usando um malware para Windows chamado CHOSEN BRICK para espionar dissidentes, ativistas e jornalistas no Reino Unido, nos Estados Unidos e na Holanda, segundo um alerta conjunto do NCSC britânico, do FBI e do AIVD holandês. A campanha está ativa desde pelo menos 2025.
Os ataques começam no WhatsApp e no Telegram, onde o invasor se passa por um contato conhecido ou pelo suporte da plataforma, ganha confiança e envia um arquivo disfarçado de software legítimo, como falsos instaladores de Telegram, KeePass e Norton Antivirus, ou até resultados de exames de ressonância magnética. Depois de aberto, o CHOSEN BRICK adiciona exclusões ao Microsoft Defender, sobrevive a reinicializações, captura telas, liga o microfone, rouba e-mails e mensagens, baixa mais malware ou apaga o dispositivo.
As agências alertam que a inteligência iraniana já planejou sequestros e operações letais contra pessoas vistas como inimigas do regime, o que transforma o caso em uma questão de segurança física, não apenas digital. As organizações devem compartilhar o alerta com funcionários em risco e verificar também os dispositivos pessoais, enquanto ferramentas de privacidade como o ProtonVPN ajudam a reduzir a exposição.