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O ministro Luiz Edson Fachin voltou ao centro da tempestade política brasileira ao suspender decisões de André Mendonça e concentrar investigações sensíveis na presidência do Supremo Tribunal Federal. É o tipo de movimento que reequilibra o jogo em Brasília da noite para o dia, e ele cai bem no meio da disputa em torno do inquérito do Banco Master e das apurações sobre o filme Dark Horse.

A trajetória de Fachin é feita de contradições: foi o rigoroso executor da Lava Jato que ajudou a tirar Lula da disputa de 2018 e, depois, tornou-se autor da decisão que anulou as condenações do ex-presidente e devolveu a ele a elegibilidade. Críticos descrevem um operador cauteloso, que age apenas quando pressionado, e agora essa pressão vem da mídia e de setores da extrema direita que tentam blindar seus aliados.

Fica no ar uma pergunta simples e explosiva: o Supremo vai continuar cedendo a quem grita mais alto ou vai finalmente cumprir o papel de responsabilizar os poderosos? Uma coisa é certa: uma justiça que espera a próxima manchete para agir não defende a democracia, apenas adia o seu colapso.

Fachin entra em campo: STF concentra investigações e freia as jogadas de Mendonça

O ministro Luiz Edson Fachin voltou ao centro da tempestade política brasileira ao suspender decisões de André Mendonça e concentrar investigações sensíveis na presidência do Supremo Tribunal Federal. É o tipo de movimento que reequilibra o jogo em Brasília da noite para o dia, e ele cai bem no meio da disputa em torno do inquérito do Banco Master e das apurações sobre o filme Dark Horse.

A trajetória de Fachin é feita de contradições: foi o rigoroso executor da Lava Jato que ajudou a tirar Lula da disputa de 2018 e, depois, tornou-se autor da decisão que anulou as condenações do ex-presidente e devolveu a ele a elegibilidade. Críticos descrevem um operador cauteloso, que age apenas quando pressionado, e agora essa pressão vem da mídia e de setores da extrema direita que tentam blindar seus aliados.

Fica no ar uma pergunta simples e explosiva: o Supremo vai continuar cedendo a quem grita mais alto ou vai finalmente cumprir o papel de responsabilizar os poderosos? Uma coisa é certa: uma justiça que espera a próxima manchete para agir não defende a democracia, apenas adia o seu colapso.

Autor: Ivan Carlos

Publicado: 2026-09-10 10:10

Atualizado: 2026-09-10 10:10