Gamepad
Seis meses após o início da aplicação provisória do acordo Mercosul-União Europeia, as exportações do agronegócio brasileiro para o bloco cresceram 14,8% em valor, somando US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026. No geral, as vendas dos produtos beneficiados pelo tratado avançaram 21%, mostrando que a redução tarifária já está redesenhando o comércio entre dois mercados que reúnem 720 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões.

O mel liderou a alta percentual com 367%, seguido por oleaginosas com 161% e carnes com 103,5% em valor, enquanto as exportações de abacate dispararam 421% e o óleo de milho bruto cresceu 266%. O complexo soja segue como carro-chefe, com US$ 4,19 bilhões, mas a diversificação em frutas, café e itens industriais como ferrossilício-manganês e etanol indica um ganho mais amplo para a economia brasileira.

O acordo, porém, merece análise crítica: os cronogramas de redução tarifária se estendem até 2030 para itens como café torrado e abacate, e cotas de importação limitam produtos-chave como carne bovina, açúcar e aves. O verdadeiro teste será se esses ganhos chegarão a pequenos produtores e trabalhadores rurais, em vez de se concentrarem nas mãos de poucos gigantes exportadores.

Acordo Mercosul-UE chega aos 6 meses com salto de 14,8% nas exportações do agro brasileiro

Seis meses após o início da aplicação provisória do acordo Mercosul-União Europeia, as exportações do agronegócio brasileiro para o bloco cresceram 14,8% em valor, somando US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026. No geral, as vendas dos produtos beneficiados pelo tratado avançaram 21%, mostrando que a redução tarifária já está redesenhando o comércio entre dois mercados que reúnem 720 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões.

O mel liderou a alta percentual com 367%, seguido por oleaginosas com 161% e carnes com 103,5% em valor, enquanto as exportações de abacate dispararam 421% e o óleo de milho bruto cresceu 266%. O complexo soja segue como carro-chefe, com US$ 4,19 bilhões, mas a diversificação em frutas, café e itens industriais como ferrossilício-manganês e etanol indica um ganho mais amplo para a economia brasileira.

O acordo, porém, merece análise crítica: os cronogramas de redução tarifária se estendem até 2030 para itens como café torrado e abacate, e cotas de importação limitam produtos-chave como carne bovina, açúcar e aves. O verdadeiro teste será se esses ganhos chegarão a pequenos produtores e trabalhadores rurais, em vez de se concentrarem nas mãos de poucos gigantes exportadores.

Autor: Ivan Carlos

Publicado: 2026-11-01 17:10

Atualizado: 2026-11-01 17:10

Fontes