Gamepad
A Macronix, fabricante taiwanesa responsável pela memória ROM dos cartões de jogo do Switch, confirmou que está encerrando de vez a produção de ROM. A empresa registrou lucro recorde de 337 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2026, mas sua divisão de ROM encolheu 39 por cento em um ano e hoje responde por apenas cinco por cento das vendas. O dinheiro está indo para outro lugar, e esse lugar são os data centers.

O momento não poderia ser pior para quem ainda compra jogo em cartão em vez de baixar. As compras digitais já representam 61,5 por cento das vendas de software da Nintendo, cerca de 85 por cento no PlayStation 5 e espantosos 96 por cento no Xbox. A cada trimestre esse número sobe, e a cada trimestre fica mais difícil justificar a manutenção de fábricas para mídia física.

Existe algum alívio: os cartuchos do Switch 2 usam memória NAND flash, que a Macronix não está abandonando, e a empresa nunca foi a única da cadeia de suprimentos. Mesmo assim, o recado é claro. Quando publishers comemoram lucros recordes enquanto desmontam em silêncio a infraestrutura da posse, o jogador perde o direito de revender, emprestar ou simplesmente guardar o jogo que pagou. Mídia física não é nostalgia, é a última barreira de defesa do consumidor nessa indústria.

Principal fornecedora dos cartuchos do Switch está saindo do mercado de ROM, e o jogo físico corre contra o tempo

A Macronix, fabricante taiwanesa responsável pela memória ROM dos cartões de jogo do Switch, confirmou que está encerrando de vez a produção de ROM. A empresa registrou lucro recorde de 337 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2026, mas sua divisão de ROM encolheu 39 por cento em um ano e hoje responde por apenas cinco por cento das vendas. O dinheiro está indo para outro lugar, e esse lugar são os data centers.

O momento não poderia ser pior para quem ainda compra jogo em cartão em vez de baixar. As compras digitais já representam 61,5 por cento das vendas de software da Nintendo, cerca de 85 por cento no PlayStation 5 e espantosos 96 por cento no Xbox. A cada trimestre esse número sobe, e a cada trimestre fica mais difícil justificar a manutenção de fábricas para mídia física.

Existe algum alívio: os cartuchos do Switch 2 usam memória NAND flash, que a Macronix não está abandonando, e a empresa nunca foi a única da cadeia de suprimentos. Mesmo assim, o recado é claro. Quando publishers comemoram lucros recordes enquanto desmontam em silêncio a infraestrutura da posse, o jogador perde o direito de revender, emprestar ou simplesmente guardar o jogo que pagou. Mídia física não é nostalgia, é a última barreira de defesa do consumidor nessa indústria.

Autor: Ivan Carlos

Publicado: 2026-11-04 17:10

Atualizado: 2026-11-04 17:10